Publicado por: lezz | maio 7, 2010

Mutt + Urlview

Eu uso o mutt diariamente e uma das coisas que volta e meia faço é abrir uma url que está em um e-mail. Esse negócio de ficar copiando e colando com o mouse é um tanto quanto chato IMHO.

O urlview entra nessa parte do trabalho. Ele pega todas as URLs do e-mail e
mostra em uma lista selecionável com a opção de enviar para o browser a URL com
um simples <enter>.

A configuração no mutt é simples — Eu uso a sequência Ctrl + u para chamar o
urlview a partir da lista de mensagens:

No ~/.muttrc coloque o seguinte trecho:

macro index \cu |urlview\n 'call urlview to extract URLs out of a message'

Para configurar o Browser a ser utilizado, basta exportar a variável de ambiente
BROWSER. No meu ~/.profile tem o seguinte:

export BROWSER='/usr/bin/firefox'

E pronto. Estando no mutt, na lista de mensagens (index) basta pressionar Ctrl+u
para abrir o urlview com a lista de URLs do e-mail, escolher a URL que quer
enviar ao browser e apertar <enter>

E é isso 😉

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Publicado por: lezz | março 27, 2010

Organização Pessoal com Emacs e Org-mode

Já há algum tempo venho estudando como organizar o meu dia a dia usando uma
solução que se integre nas minhas tarefas.

Eu uso o emacs praticamente o dia inteiro (guerras de editores > /dev/null
por favor ;), e sendo assim, nada mais natural que ter algum controle
dentro dele.

Durante algum tempo tentei o Planner.el ([Planner Mode]) em conjunto com
Remember.el ([Remember Mode]) e muse que me ajudaram a organizar um pouco
minhas anotações.

Embora de alguma maneira, nunca me adaptei ao estilo do Planner Mode e suas
prioridades. Agendar qualquer coisa era simples, mas muitas vezes faltava
algum tipo de visualização mais global do andar de um projeto ou mesmo há
quanto tempo aquela tarefa estava sendo postergada e carregada de uma
página para a outra. No planner mode, normalmente vc tem uma única página
com as atividades e lembretes daquele dia, porém as informações ficam um
pouco separadas (notas de tarefas).

Algum tempo atrás (1 mes +-) em um post da Sacha Chua
([Nothing Quite like Org for Emacs]) acabei descobrindo por acaso o orgmode.
Resolvi dar uma chance e estudar um pouco como é a organização proposta e,
desde então, tenho usado o orgmode com grande sucesso.

Existe uma porção de vídeos e tutoriais de como configurar o orgmode de
modo que fique eficiente e prático de usar.

Só uma dica: Imprima e tenha à mão o Cartão de Referência, pelo menos nos
primeiros meses 😀 é muita função auxiliar, mas vale a pena a consulta ao
cartão de referência. 😀

[Planner Mode]: http://www.emacswiki.org/emacs/PlannerMode
[Remember Mode]: http://www.emacswiki.org/emacs/RememberMode
[Nothing Quite like Org for Emacs]: http://sachachua.com/wp/2009/04/nothing-quite-like-org-for-emacs/

Por acaso acabei descobrindo a extensão para o firefox ItsAllText (pacote debian xul-ext-itsalltext😉 que simplesmente pega a entrada de um text-area e abre no seu editor de textos favorito (e vc pode selecionar o editor de textos :P).

Isso facilita um monte a edição de textos mais longos, como por exemplo uma entrada de blog ou mesmo um bug report.
Fica aqui a dica: https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/4125

Publicado por: lezz | março 2, 2010

Sonho desfeito … e refeito

Praqueles que me conhecem, sabem que eu gosto de moto mais que de carro.
Fiquei super contente com o lançamento da BMW G650GS (http://www.osmotoqueiros.com.br/?p=1324).

Hoje fui na BMW aqui em Curitiba, e me falaram que viria só em abril por problemas burocráticos.

Aproveitei o local e subi numa F650GS, que é a irmã da moto que vem, mesmo motor inclusive. Qual foi a minha decepção ao descobrir que a moto é "baixinha" pra mim. A altura do assento ao solo é menor que a da minha Falcon 400cc. Perguntei ao vendedor qual a altura do banco ao solo da nova G650GS e ele confirmou o que eu não queria ouvir, que era a mesma da F650GS.

Decepção total com a moto. Quem pilota longas distâncias sabe o quanto a perna esticada rende em conforto.

Já que estava ali mesmo, perguntei se não tinha uma moto mais alta (pra quê?!). O vendedor respondeu que tinha a F800GS.
Curiosidade é assim mesmo, foi subir na moto (F800GS) pra descobrir que não precisava nem ajustar a altura do banco pra ficar na altura ideal…

É, desfeito o sonho da G650GS, mudei o sonho de consumo pra F800GS; um salto de cilindrada e de preço considerável (diga-se de passagem). O preço subiu de R$29.800 da G650GS pra R$53.000 ~ R$ 59.000 na F800GS.

… sonho é sonho, e como tenho outros planos pra uma dinheirama dessas, por agora fico com a minha Falcon que está muito boa e guentando bem o tranco 😉

Publicado por: lezz | janeiro 21, 2010

Definição de Saudades

Recebi por e-mail, não verifiquei a fonte, mas como se trata de uma história bonita, reproduzo aqui…

HISTÓRIA DE UM MÉDICO ONCOPEDIATRA…

Definição de Saudade… MAGNÍFICA!

Depoimento de um médico oncologista do Recife.

No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem com suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.

Nós médicos somos treinados para nos sentirmos “deuses”. Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.

Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada, porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia. Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o braçinho à enfermeira e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.

Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

Meu anjo respondeu:

– Tio, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondida nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!

Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:

– E o que a morte representa para você, minha querida?

– Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?

Lembrei que minhas filhas, na época com 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.

– É isso mesmo, e então?

– Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?

– É isso mesmo querida, você é muito esperta!

– Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei “entupigaitado”. Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.

– E minha mãe vai ficar com muita saudade minha, emendou ela.

Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo:

– E o que saudade significa para você, minha querida?

– Não sabe não, tio? Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica! Um anjo passou por mim…

Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci.

Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo “meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa. Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinaste, pela ajuda que me deste. Que bom que existe saudades! O amor que ficou é eterno.

Rogério Brandão Médico oncologista clinico RC Recife Boa Vista D450

Normalmente quando me mandavam mail HTML era sempre uma tortura ficar
adivinhando qual a codificação do texto HTML para abrir no w3m.

Fixar em ISO-8859-1 ou UTF-8 não é uma opção, sempre tem alguém que usa a
codificação diferente.

Resolvi que isso deveria funcionar e fui atrás da solução 😀 (google é
claro). No site http://wiki.mutt.org/?MuttFaq/Charset
encontrei a seguinte entrada:


--- ~/.mailcap
w3m -I %{charset} -T text/html -dump; copiousoutput
---

Que era muito parecida com a que eu já tinha no meu mailcap


--- ~/.mailcap
text/html; w3m -dump %s; copiousoutput; nametemplate=%s.html
---

Só que sem a configuração do charset. Dessa maneira, minha entrada no mailcap ficou:


--- ~/.mailcap
text/html; w3m -I %{charset} -T text/html -dump %s; copiousoutput; nametemplate=%s.html
---

E a troca de charset/codificação/encoding é feita automagicamente 😉

[]s

LEslie

Publicado por: lezz | dezembro 8, 2009

Diferença entre Pare e Diminua

Um advogado dirigia distraído quando num sinal de PARE passa sem parar, mesmo em frente a uma viatura do BOPE.
Ao ser obrigado parar, toma uma atitude de espertalhão:*
Policial:*- Boa tarde. Documento do carro e habilitação. *
Advogado:*- Mas por que, policial? *
Policial:*- Não parou no sinal de PARE ali atrás. *
Advogado:*- Eu diminuí? e como não vinha ninguém…rs *
Policial:*- Exato.. Documentos do carro e habilitação. *
Advogado:*- Você sabe qual é a diferença jurídica entre diminuir e parar? *
Policial:*- A diferença é que a lei diz que num sinal de PARE, deve parar
completamente. Documento e habilitação. *
Advogado:*- Ou não policial, eu sou Advogado e sei de suas limitações na
interpretação de texto de lei, proponho-lhe o seguinte: Se você conseguir me
explicar a diferença legal entre diminuir e parar eu lhe dou os documentos e
você pode me multar. Senão, vou embora sem multa. *
Policial:*- Positivo, aceito. Pode fazer o favor de sair do veículo Sr.
Advogado?
O Advogado desce e então os integrantes do BOPE baixam o cacete, pancada pra
tudo quanto é lado, tapa, botinada, cassetete, cotovelada, etc.
O Advogado grita por socorro, e implora para pararem pelo amor de DEUS.
E o Policial pergunta:
– Quer que a gente PARE ou DIMINUA? *
Advogado:*- PARE!… PARE!…. PARE!… *
Policial:*- Positivo… Documento e habilitação.

Publicado por: lezz | dezembro 2, 2009

Configurando o X + teclado no Testing

Ontem resolvi fazer uma atualização do meu note, bem em meio a um monte de datas
críticas (eita idéia de girico)…

Situação: ao finalizar o upgrade de lenny + sid + experimental (sim, eu
tinha pacote de todos esses repositórios, para compilar o digikam direto do fonte) para
testing, o que ocorre?

O teclado não volta mais no X. Nada de teclado nem mouse.
Damn!

Solução: reboot e editar o grub para entrar em modo single, remover o gdm que
entrava logo no boot e me impedia de acessar o console (sem teclado 😦 ) e
ver o que podia fazer ….

Bom, fui por onde eu conseguia navegar, e vendo configurações aqui e ali … e
nada.

Já tinha removido e reinstalado o X uma porção de vezes para ver se não tinha
nada de resquício de configuração perdida no meio do caminho quando resolvi
fazer a coisa do jeito certo. Procurar e olhar e ver as configurações.

Comecei tentando a configuração mais óbvia:

<code>
dpkg-reconfigure keyboard-configuration
</code>

e nada de acertar o raio do mapa de teclado, que hora funcionava no console,
hora não.

O Felipe (faw) após me indicar os comandos
<code>
dpkg-reconfigure console-setup
</code>
verificar os locales me lembrou da configuração do console-data, que eu havia
esquecido:
<code>
dpkg-reconfigure console-data
</code>

<pre>
< faw> Selecionar mapa de teclado da lista de arquiteturas
< faw> qwerty
< faw> Brazilian
< faw> Standard
</pre>

Ah, faltou eu contar que meu teclado é um abnt2 ;d
e eu não encontrava mais aonde ficava esse raio de configuração.

Depois de configurar o teclado no console, o X voltou a funcionar com teclado a
contento 😉

/etc/default/keyboard
<code>
# If you change any of the following variables and HAL and X are
# configured to use this file, then the changes will become visible to
# X only if HAL is restarted. In Debian you need to run
# /etc/init.d/hal restart

# The following variables describe your keyboard and can have the same
# values as the XkbModel, XkbLayout, XkbVariant and XkbOptions options
# in /etc/X11/xorg.conf.

XKBMODEL="acer_laptop"
XKBLAYOUT="br"
XKBVARIANT=""
XKBOPTIONS="terminate:ctrl_alt_bksp"

# If you don’t want to use the XKB layout on the console, you can
# specify an alternative keymap. Make sure it will be accessible
# before /usr is mounted.
# KMAP=/etc/console-setup/defkeymap.kmap.gz
#KMAP=/etc/console-setup/cached.kmap.gz
</code>

/etc/default/console-setup

<code>
# Change to "yes" and setupcon will explain what is being doing
VERBOSE_OUTPUT="no"

# Setup these consoles. Most people do not need to change this.
ACTIVE_CONSOLES="/dev/tty[1-6]"

CHARMAP="UTF-8"

# The codeset determines which symbols are supported by the font.
# Valid codesets are: Arabic Armenian CyrAsia CyrKoi CyrSlav Ethiopian
# Georgian Greek Hebrew Lao Lat15 Lat2 Lat38 Lat7 Thai Uni1 Uni2 Uni3
# Vietnamese. Read README.fonts for explanation.
CODESET="Lat15"

FONTFACE="Terminus"
FONTSIZE="12×6"

if [ -f /etc/default/keyboard ]; then
. /etc/default/keyboard
fi
</code>

Eh, por hora é isso. Fica como uma nota pra mim mesmo o ocorrido.

Mais uma vez, valeu FAW ;D

—————-

Followup rápido

Tudo isso começou porque o meu X simplesmente insistia em congelar no meio do nada. E dai eu ia lá perder as coisas que estava fazendo.

Algo que eu aprendi foi fazer:

# grep EE /var/log/Xorg.0.log

no meu caso aparecia um erro de DRM / DRI que eu posto aqui depois

A solução mesmo, após usar o google um bocado, foi compilar um novo kernel (eu estava com um 2.6.27).
Agora com o kernel 2.6.31 já não tenho mais o problema com o X 😉

Publicado por: lezz | novembro 26, 2009

Livro “The Fifth Elephant”

Hoje terminei finalmente a leitura do livro “The Fifth Elephant” (O quinto
elefante) do autor Terry Pratchett.

Um livro que me proporcionou muitas risadas e vários horários de almoço de muito
boa leitura.

O humor ácido e satírico do autor é incomparável!

Leitura recomendada sem sombra de dúvidas 😉

Para mais informações a respeito do livro:
a capa do livro que eu tenho:

em inglês: http://en.wikipedia.org/wiki/The_Fifth_Elephant
em portugues acredito que só nas livrarias

Boa leitura a todos,

Leslie

Publicado por: lezz | novembro 9, 2009

Uma tarde ao ar livre

Nada como passar alguns momentos escutando uma música boa em um lugar agradável.
Mesmo dentro de um turbilhão de coisas acontecendo na vida, achei um momento
para passar em um lugar que me faz bem (ao ar livre).

Gostaria de poder trabalhar nessa liberdade, notebook + conexão GPRS e estar em
um lugar agradável 😉

Será que é pedir demais?

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